A Agência Nacional de Cinema (ANCINE) promove neste mês de março sessões de cinema enaltecendo produções que trazem mulheres em posição de liderança por trás das câmeras e não só e somente só como auxilar de algo.
No ultimo dia 08 - o dia da mulher - a Agência organizou uma sessão em sua sede exclusiva para os servidores e colaboradores (eu faço estágio lá) e apresentou o curta "O Dias de Jerusa", de Viviane Ferreira, e o longa "Mormaço", de Marina Méliande - este sendo exibido para o público brasileiro pela primeira vez. Então, essa resenha é em primeira mão em solos nacionais.
O participante do Festival de Cinema de Roterdã foi produzido no ano de 2016 e o seu tempo da história é exatamente esse momento: o Rio de Janeiro pré-Olimpíadas. Protagonizado por Ana (Marina Provenzzano), o filme retrata o drama dos moradores da Vila Autódromo que foram desalojados das suas residencias para a instalação do Parque Olímpico.
Ana é uma advogada e defensora pública do Rio de Janeiro que luta ao lado dos moradores para que eles possam continuar residindo onde sempre estiveram, em vão. Além disso, Ana se compadece ao sofrimento de uma antiga moradora do prédio onde a protagonista vive - provavelmente na Zona Sul Carioca - que se recusa a vender o apartamento para a construção de um hotel. O prédio fica as moscas, com apenas quadro moradores: Ana, Rosa, o arquiteto e o zelador.
É em meio ao Rio 40ºC que está presente na trama e na pressão profissional na vida da protagonista que ela se entrega ao arquiteto que está ali para entregar o prédio aos administradores do hotel, vivendo uma história de amor em plano de fundo.
Todavia Ana é obrigada a se afastar do trabalho e das pessoas devido a uma doença de pele que a acomete e se agrava rapidamente. É então que o "acordo" entre defensora e secretário do Rio se estingue e as famílias são despejadas da noite para o dia. Os moradores da Vila se acomodam no prédio quase abandonado onde mora Ana. E o resto eu não vou contar.
Enfim, a fotografia do filme é maravilhosa, o enquadramento é perfeito. Eu acho que não ficou muito claro a moral da história e creio que tenha sido proposital da diretora para que nós mesmos possamos avaliar e fazer uma autocrítica. Talvez seja só uma ficção desenfreada com a ideia de um filme (quase) terror brasileiro. Ainda traz no elenco Pedro Gracindo, Analú Prestes e Jitman Vibranovski.
Assistam, quando tiverem oportunidade! O Cinema Nacional precisa de você! Você é importante!



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