Quem me conhece, sabe do meu lado feminista. Por isso, talvez, tenham me indicado esse filme. Quando me falaram da sinopse, do que se trataria e por que eu deveria assistir, fui correndo e não me arrependi.
G.I. Jane é o título original. Quem quiser procurar por uma versão dublada em qualquer site de filmes brasileiro ou no Netflix, tem que procurar pelo nome: Até o limite da honra. Trata-se de um filme de 1997, eu ainda não tinha noção de mundo nessa época, mas já posso classificar como um dos meus filmes preferidos.
A escolhida é Jordan O'Neil, que é agente topográfica da equipe de inteligência da marinha. Ainda ali, onde ela trabalha, seus outros colegas do sexo oposto já a tratam com certa indiferença por ser uma mulher.
Quando O'Neil fica sabendo que foi escolhida para participar do treinamento, aceita pelo fato de que, quando quis lutar na Guerra do Golfo foi impedida pelo simples fato de que no submarino não tinha banheiro feminino. Mas é primeiramente barrada pelo seu namorado quando conta que vai participar do treinamento. Ele não acha certo que ela fique isolada por 3 meses em um batalhão com um monte de homens; diz a ela que não acha que ela seja capaz de cumprir o treinamento até o fim e que se ela fosse a uma guerra, não a esperaria.
Sem se diminuir por isso, O'Neil vai ao batalhão para o inicio do treinamento, mas assim que chega já tem que dá de cara com o machismo do superior que descreve para as inúmeras regalias que ela teria ali: se sofresse algum tipo de assédio por parte dos colegas teria que avisar a ele, ia ter uma enfermeira a sua disposição caso precisasse de cuidados médicos, teria quarto separado... Enfim, essas coisas que ela sabia que os rapazes não tinham ali dentro. Então ela informa a ele que dispensa todas aquelas regalias e que só está ali para treinar e ganhar experiência como todos os outros.
O primeiro dia foi bastante previsível, no refeitório aguentou calada todas as cantadas sujas e no dia seguinte, logo pela manhã, começou o "mais intenso treinamento militar conhecido pelo homem". O comandante chefe começa o discurso deixando todos cientes que 60% dos que estavam ali não seriam aprovados e, claro, fala isso olhando especialmente para ela.
Na hora do treinamento o cabelo atrapalha, todos ficam querendo facilitar pra ela, além do quê os companheiros ficam cantando ela. Depois do treinamento pesado, de força, vão para um treinamento psicológico onde têm que escrever uma redação sobre por que amam a marinha dos Estados Unidos; mas a redação tem que ser escrita no escuro e com uma musica lenta ao fundo. Quem dormisse seria reprovado. O próximo treino seria noturno e com muitos obstáculos, mas em todos os obstáculos era colocado um degrau pra ela, mas não é usado, já que ela chuta o degrau e ajuda todos os companheiros a vencerem os obstáculos; mas no ultimo, os companheiros a deixam sozinha para que ela não terminasse a prova a tempo de ser aprovada. Ainda assim ela vence o ultimo obstáculo e continua no treinamento.
Depois dessa prova, um de seus colegas saem no treinamento por que não alcançou o tempo; no entanto, ela estranha, já que ele cumpriu a prova bem antes dela. Então ela vai pedir satisfação ao comandante chefe que diz que determinado tempo foi reduzido do tempo original dela, segundo uma das regalias dela. Furiosa, O'Neil vai até o superior dizer novamente que não quer regalias, mas ele diz que não está satisfeito em está recebendo-a no quartel dele, já que ela é apenas um experimento social. Humilhada com isso, ela vai até a barbearia do batalhão eu corta todo o seu cabelo, pega suas coisas e vai dormir no dormitório com todos os colegas.
O treinamento que era pra ser secreto, acaba por ser descoberto pela mídia e O'Neil fica conhecida como G.I. Jane, uma alusão a Joanna D'arc; o que incomoda muito a oposição da senadora que quer aprovar o ingresso feminino nas forças armadas.
Enquanto isso, no batalhão ninguém quer ter O'Neil na equipe, mas logo ela começa a se destacar como a mais rápida para montar o armamento. Dentro de sua própria equipe ela sofre discriminação, já que os próprios colegas querem tirá-la do treinamento; por isso, sempre que precisa da ajuda de alguém para vencer algum obstáculo, não tem.
Como cada vez mais o treinamento de O'Neil vem ganhando destaque na imprensa, as altas patentes das forças armadas, que não querem o ingresso feminino, começam a procurar falhas que possam vir a forçá-la a sair do treinamento, ainda que por pressão. É então que o namorado se comunica com ela avisando a repercussão que ela está tendo fora do batalhão e o quanto está incomodando os superiores e ela diz que enquanto mais gente estiver contra, mais ela continua.
O'Neil vira líder da equipe em uma missão, mas como os colegas não a obedecem, eles acabam por cair em uma armadilha, onde são obrigados a ver os companheiros, de um a um, ser torturados para contar onde o resto da equipe de encontra. Ela pede aos outros companheiros que não entreguem o segredo ainda que a usem para fazer pressão a eles. Depois disso é torturada, como um treinamento, pelo comandante chefe na frente de toda equipe. Vendo que ela se aguentaria forte, o comandante resolve estuprá-la na frente de todos os companheiros para que algum se sensibilize e entregue o segredo, mas ela pede que eles se mantenham firmes. Antes que não esperado acontecesse, O'Neil impede e dá uma surra no comandante chefe, ainda que estivesse com as mãos amarradas; o que faz ela ser ovacionada pelos companheiros e ganhar o respeito deles.
A partir daquele dia, O'Neil começou a se divertir com os companheiro, sair e etc. Mas certa vez resolve ir a praia com as amigas da equipe de inteligência e a imprensa registra tudo. Com isso, as altas patentes resolvem usar aquelas fotos pra dizer que O'Neil tem relações com pessoas do mesmo sexo; o que é proibido dentro das forças armadas e ela é obrigada a deixar o centro de treinamentos.
Ela volta pra casa e descobre que a impressa estava a perseguindo a mando da senadora que queria documentar o treinamento de O'Neil para que isso fosse usado como trunfo na campanha política. Ela fica furiosa e vai procurar a senadora dizendo que se ela não limpar seu nome, contará tudo que sabe, ainda que não tenha prova, pois uma acusação já basta. Com medo, a senadora arranja um jeito de fazer com que O'Neil volte ao campo de treinamento.
Todos ficam felizes com a volta, principalmente o comandante chefe.
Logo começa o próximo treinamento, que é dentro de um submarino, onde têm que combater um grupo de terroristas na fronteira, mas um imprevisto acontece e pra proteger O'Neil, o comandante chefe mata um dos terroristas. Enquanto todos voltam para a base, o comandante fica em apuros trocando tiros com os terroristas. O'Neil volta e salva a vida do comandante chefe.
Os poucos que sobreviveram até o fim do teste voltam para a base em segurança e são aprovados para o ingresso, inclusive O'Neil.
O'Neil, vou pra qualquer guerra com você!
No fim, na formatura dos aprovados, o comandante chefe entrega a O'Neil um livro de poemas onde grifa o poema que usou para humilhá-la assim que chegou no centro de treinamento, dizendo que ela não era capaz de está ali. Ela se emociona.
O que eu achei?
Eu adorei! Não há duvidas! Adorei a interpretação da Demi Moore como Ten. O'Neil. E também o fato de que, no filme, o machismo não é praticado só por homens, mas também por mulheres. Dentro do próprio centro de treinamento, uma das enfermeiras perguntam a ela; "Por que você não desiste?" e ela manda outra pergunta: "Você faz essa pergunta aos rapazes?".
Gosto também de como O'Neil não vitimiza a figura a feminina. Quando ela tem um embate com a senadora, depois de descobrir tudo, ela ouve da boca da senadora de que nunca foi esperado que ela passasse da segunda semana de treinamento e que nunca houve a vontade de verdadeira de fazer com que mulheres fizessem parte das forças armadas, já que não se podia perder muitas vidas femininas em guerras e O'Neil questiona o por que da vida feminina ser vista como mais importante que a masculina nesse caso.
Enfim, apesar de ser um filme em cima de um tema que nunca me atraiu: guerras. Eu indico muito por que a estória vale muito a pena.

Não conhecia e fiquei super curiosa!
ResponderExcluirJá segui o blog! Beijinhos <3
Jéssica Paiva - http://www.omundodajesse.blogspot.pt
Olá, tudo bem ???
ResponderExcluirGostei bastante da resenha, não consegui parar de ler até chegar ao final !!!
Nunca tinha ouvido falar desse filme, mas fiquei bem curiosa com relação a história, principalmente por retratar bem esse problema do machismo. Acho que vou tentar assistir esse filme hoje mesmo, adorei ver a transformação da Demi ali na imagem !!!
Beijinhos
Hear the Bells