17 de dezembro de 2015

{BOOK TOUR} A Morte e os Seis Mosqueteiros

"(...) A gente se chamava os seis mosqueteiros. O nome veio daquela história dos três mosqueteiros que viviam do outro lado do mundo na época em que existiam fadas, bruxas e reinos encantados (...)"
"A Morte e os Seis Mosquiteiros", escrito por Anatole Jelihovschi, chegou a mim graças ao Book Tour organizado pela Editora Jaguatirica, que entrou em contato comigo, pedindo que o blog participasse da leitura do livro. Confesso que a primeiro momento o livro não me chamou atenção, achei a capa pouco chamativa, mas assim que comecei a ler, a história me prendeu de modo que eu não conseguisse mais parar. 

O livro é narrado em primeira pessoa e, sob a perspectiva de Zequinha, a realidade de um ambiente violento e sem esperança de futuro é retratada.

Zequinha, desde a infância, se vê diferente de todos que o cercam, não só em sua casa, mas também na favela em que vive. Diferente dos irmãos e dos amigos, não é negro e confundido com marginal; pelo contrário, é loiro, branco e tem os olhos claros. 

Suas aventuras eram vividas ao lado de seus melhores amigos: Pelo de Burro, João Mocotó, Zé Grande, Batata e Meia-Noite, os quais denominavam-se "Os Seis Mosqueteiros", nome baseado no conto dos Três Mosqueteiros. A fantasia era alimentada por Julinha, uma menina bonita que despertava a atenção de todos os amigos e que vivia uma realidade completamente diferente da deles e longe da favela. A menina contava aos meninos a história dos mosquiteiros e fazia-os acreditar, ao menos por alguns minutos, que poderiam ser heróis.


Mas as ilusões não teriam espaço na realidade deles. Não demorou muito para que todos abandonassem a escola e começassem a se virar como pudessem. A medida que o tempo vai passando, os amigos, antes muito próximos, passam a tomar caminhos completamente opostos e esse é o ponta pé inicial da narração. Ao perceber os caminhos que os amigos estavam seguindo, pelo tráfico e bandidagem, Zequinha resolve fugir dessa realidade voltando a estudar e começando a trabalhar em algo fixo. É a partir dessa tentativa de lutar contra o futuro que a favela tem a lhe oferecer que Zequinha percebe que a vida dos amigos não só está envolvida em atos ilícitos, mas também em uma teia de mortes.

Como bem diz a contracapa do livro, trata-se de uma história dramática de como o ambiente e as más escolhas são capazes de corromper a beleza e a inocência dos jovens, e tragar seu futuro para um pesadelo sem fim. Ou seja, como costuma-se dizer: um soco no estômago.
"Sabe o que eu penso? Será que algum dos seis mosqueteiros teria a menor ideia que aquela brincadeira boba se tornaria uma história de terror? Que iria aniquilar todos nós? Ou já estávamos aniquilados de qualquer maneira? Talvez essa seja a verdade, nascemos aniquilados"

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